O ponto de partida para muitos empreendedores é a venda direta, ou o famoso de porta em porta. Fazer a curadoria de produtos que possam interessar ao cliente e levá-los até sua casa é uma alternativa sem grandes custos para quem está começando. Porém, cada vez mais o universo online tem feito parte das estratégias de vendas dos sellers. 

O início de Ataídes Vieira dos Santos Júnior e Amanda Miranda Chagas Carvalho no empreendedorismo foi de porta em porta. Há seis anos, o casal abriu a Brilho Proibido, uma sex shop, no interior de São Paulo.

“Percebemos que não havia muitas sex shops em nossa cidade e resolvemos apostar nesse nicho. Começamos com uma mala na mão indo até a casa das pessoas, mas eu acreditava que poderia ser melhor”, relembra Ataídes. Esse processo durou um ano. “Nesse período nós dois trabalhávamos como CLT e as vendas eram via whatsapp, com as entregas à noite, depois do trabalho”.  

Confiante no nicho de mercado, Ataídes e Amanda abriram a primeira loja física. “A loja era pequena e tinha poucos produtos. Percebemos como ainda era um tabu ir até uma sex shop”, comenta. Mesmo com a loja física, a ideia de entrar para o mercado digital sempre existiu

“Pensamos no digital desde as primeiras vendas. No começo usávamos um sistema de desenvolvimento próprio, apenas para atender as necessidades fiscais. Com o passar do tempo, percebemos que precisávamos não só de um sistema melhor, mas uma ferramenta que ajudasse a colocar a Brilho Proibido no digital. A Amanda deixou o emprego CLT e decidiu profissionalizar e levar a empresa para o mundo online”, relembra Ataídes. Com a chegada da pandemia essa necessidade se tornou ainda maior. 

Pandemia fez segmento erótico crescer

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Portal Mercado Erótico, em parceria com a Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, a quarentena aumentou as oportunidades para empreendedores deste segmento. Quase oito em cada dez afirmaram ter crescido no período. A saída encontrada para 57,9% dos entrevistados foi melhorar a presença na internet. 

Ainda de acordo com o estudo, o número de empreendedores que atuam no setor de sex shops triplicou em 2020, em relação ao ano anterior. 

Presença online para vender mais

Para migrar uma loja física para o ambiente online o primeiro passo é a escolha de uma plataforma. “Nós não sabíamos como funcionava e nunca havíamos tido contato com uma ferramenta profissional. Depois de pesquisar muito e verificar uma plataforma que nos atendesse, optamos pela plataforma da JET que usa a integração com a Lexos. Foi uma mudança enorme porque eu perdia muito tempo com os processos manuais. O estoque era gerenciado manualmente, então, quando eu vendia determinado produto, não tinha certeza se teria no estoque”, relembra Ataídes quando dividia essas responsabilidades com Amanda.

Por meio da integração JET e Lexos, os lojistas conseguem desenvolver uma operação completa. Enquanto a JET dá suporte como plataforma para e-commerce, a Lexos atua como um hub e oferece soluções voltadas para o backoffice, como o controle de estoque, precificação e expedição automatizada. “Para nós está sendo um ganho enorme porque sei que meu estoque está sempre redondo. Tudo o que é vendido é contabilizado e ter essa confiança no estoque é fundamental para quem vende. Eu não sabia como funcionava e estou achando fantástico ”, afirma Ataídes. 

A operação online da Brilho Proibido teve início em janeiro deste ano, um mês considerado ruim para as sex shops. “Nós começamos em janeiro e já começamos vendendo. É muito legal ver que nosso site recebe clientes de diferentes partes do país. Agora estamos fazendo também a integração com o Mercado Livre e a expectativa é muito boa. É o nosso quarto mês online e é o melhor mês em termos de vendas”, comemora.

Dica do seller

“É muito importante ter em mente que o consumidor não quer comprar uma foto e que ele não vai se sentir satisfeito só com a descrição técnica do produto. Você precisa se dedicar tendo em mente que o seu negócio é como nenhum outro e você precisa estar ali, com foco na experiência do seu cliente. Quem é vendedor sabe que não é fácil. Tem meses que você se desespera, principalmente por conta do atual cenário da COVID-19, mas se quiser fazer acontecer tem que buscar conhecimento, ir atrás de quem já está no mercado a mais tempo, e trazer novidades constantes para o ramo. Não desista porque no final do túnel escuro tem uma luz que leva a um caminho muito promissor!”, comemora o casal.

 

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