Até março de 2020, não era difícil encontrar lojistas satisfeitos com seu modelo de negócio, baseado em pontos de venda físicos. Imaginavam que as vendas pela Internet prejudicariam sua operação tradicional. Neste grupo, profissionais já traçavam planos para experimentar o comércio eletrônico e maketplaces a médio ou longo prazo. Com a realidade imposta pela pandemia, não houve escolha.

Para permanecerem isolados, consumidores aprenderam a lidar com meios de pagamento online e serviços de entrega. Muitos fizeram sua primeira compra online. Mais do que isso: incorporaram os sites e aplicativos de lojas e entregas como hábito frequente. De acordo com a Euromonitor Internacional, as vendas online aumentaram 66% em 2020 em relação ao ano anterior. 

Na outra ponta, com as portas fechadas, empresas se apoiaram no e-commerce: muito além de uma oportunidade, era o único caminho para a sobrevivência. O novo coronavírus empurrou o varejo físico para o digital, forçando o comércio a evoluir, em alguns dias, o que esperava fazer em anos.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) calcula que 150 mil lojas começaram a vender online entre março e julho – número maior que o total até então, que era 135 mil. De acordo com o levantamento feito pela plataforma de e-commerce Nuvemshop, que atende 70 mil lojas, o volume de pedidos chegou a 6 milhões em 2020, número três vezes maior em relação a 2019, com faturamento de R$ 1,3 bilhão.

Marketplace: opção para quem tem pressa

Nesse contexto, a saída mais rápida para marcas pequenas e médias são os marketplaces, plataformas que compartilham sua visibilidade e estrutura para lojistas que, mediante as regras da plataforma, podem apresentar seus produtos e contar com serviços como pagamento e logística.

Nesses sites, vendedores de pequeno e grande porte aproveitam a visibilidade para competirem entre si na oferta por melhores preços e condições de entrega. Levantamento feito pela SEMRush, em conjunto com a Web Estratégica, identificou mais de 85% das visitas entre sites de e-commerce.

Destes, quem mais cresceu no primeiro semestre de 2020 foi a Amazon, com tráfego 56% maior em relação ao último trimestre de 2019. Já em volume de visitas, a Americanas.com, uma das marcas do grupo B2W (que ainda reúne Submarino e Shoptime) totalizou 183 milhões entre janeiro e abril. Entre os três serviços mais acessados do país, o Mercado Livre contabiliza 44 milhões de compradores e mais de 1 milhão de produtos vendidos por dia.

A consequência destes números pode ser vista na última edição do Webshoppers, relatório elaborado pela Ebit|Nielsen: os marketplaces correspondem a 78% do faturamento total do comércio eletrônico no país em meados de 2020. Só o Magazine Luiza, cujo histórico de seis décadas remete aos pontos de venda físico, viu suas vendas online crescerem 148% no terceiro trimestre, totalizando R$ 8,2 bilhões – o que corresponde a 66% das vendas totais no período.

Comissão versus visibilidade e confiança

Qualquer vendedor pode questionar, antes de decidir anunciar seus produtos nestes serviços: vale a pena? Um obstáculo comum é o valor da comissão, que varia de acordo com o site, categoria do produto, nível e tempo de exposição do anúncio, entre outras variáveis. Para estimular empreendedores, marcas como Magazine Luiza lançaram campanhas de adesão, reduzindo a comissão para 3,99%.

Na ponta do lápis, os marketplaces representam uma alternativa ao tempo e aos custos de implantação de uma estrutura própria para e-commerce. Além de emprestar visibilidade a lojas com pouca presença digital, as plataformas ainda transmitem confiança aos consumidores. Embora muitas vezes o cliente saiba que está comprando de uma loja parceira, ele entende que o marketplace pode ajudá-lo se houver algum problema com a transação no futuro.

Em geral, os marketplaces também ganham com a presença de vendedores diversificados, o que facilita a vida do consumidor em busca de muitos itens. Segmentos como moda (notadamente fitness), alimentação, bebidas, móveis e utilidades domésticas, material de escritório e brinquedos tiveram crescimento significativo, reforçando o impacto do home office.

Sem perspectivas para o fim da pandemia, a expectativa em relação ao e-commerce permanece elevada para 2021. Para quem deseja diversificar seus canais de venda, aumentar a visibilidade, gerar mais vendas, alcançar novos clientes e fortalecer sua presença digital, os marketplaces representam uma estratégia forte. Conte com a parceria da Lexos para centralizar a gestão de sua loja e integrar suas operações offline e online com agilidade. Nossa plataforma backoffice permite uma visão integrada de controle, reunindo as vendas em diferentes marketplaces a partir de uma só tela. 

Sistema para marketplaces

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