Muito se fala que um dos maiores ativos das empresas são as pessoas. Entretanto, há gestores que não dão importância a esse fator durante o período de planejamento financeiro e, assim, não conseguem recursos para capacitação de seus funcionários quando necessário.

É verdade que o profissional por si só deve buscar a capacitação de modo a manter sua empregabilidade. Neste momento de crise que o país vive, muitas empresas têm fechado as portas, aumentando cada vez mais o número de desempregados e a disputa pelas poucas vagas abertas. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem hoje mais de 14 milhões de desempregados, nível recorde desde que o instituto começou a divulgar a pesquisa.

Em abril deste ano, sentado em um treinamento de “CSM – Customer Service Management”, escutei a seguinte frase: “Um patrão entrega a chave do próprio carro sempre que contrata um novo funcionário”. Desde então, percebo e procuro vivenciar isso nas pequenas coisas. O dono da empresa não atende todas as ligações ou recebe todos os e-mails, nem realiza todas as vendas, mas a confiança que ele deposita nos seus funcionários é como dar a eles a chave do próprio carro.

Agora, imagine um péssimo motorista. E um péssimo profissional? Já imaginou seus clientes sendo atendidos por funcionários ruins? Qual seria o impacto para o negócio? E quanto custa capacitar seus funcionários? É melhor investir antes ou gastar para corrigir erros cometidos por profissionais desinformados e desqualificados? Já pensou no prejuízo financeiro que alguém não capacitado traz para sua empresa? Já se convenceu de como o despreparo pode trazer prejuízos? Há uma frase frequentemente atribuída a Derek Bok, ex-reitor e ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, que diz: “se você acha que educação é cara, experimente a ignorância”. A frase se aplica em muitas situações, inclusive no ambiente empresarial.

Eis um exemplo de como a falta de preparo compromete a estrutura e gera danos às empresas. Dois funcionários de uma montadora pararam a linha de produção em uma fábrica na Alemanha por cerca de 40 minutos, causando prejuízo de mais de um milhão de euros (aproximadamente R$ 3,3 milhões).

Em outra empresa de menor porte, um funcionário da área de tecnologia excluiu acidentalmente um certificado digital e causou prejuízo de R$ 700,00, além de transtornos para aquisição de outro equipamento.

Então, por que não investir tempo e dinheiro no ativo mais importante da sua empresa? O benefício, principalmente a longo prazo, é sobretudo ter as pessoas certas nos lugares certos, fazendo as coisas darem certo. Funcionários motivados resultam na satisfação dos clientes.

Conclui-se que o investimento em capacitação dos profissionais é facilmente recompensado pelo próprio negócio e deve ser visto pelos gestores como ganho. Seus resultados podem superar o dinheiro aplicado. Gosto de pensar que os “juros” obtidos pela aplicação vale o risco e traz retorno positivo à empresa. Que tal investir em seus ativos mais valiosos?

Uma ótima semana a todos!

Wilson Santos