A sigla MRP vem do inglês, e significa Material Requiriment Planning. Em português, podemos traduzir como Planejamento de Necessidade de Materiais. Na prática, o que isso significa?

Significa um modelo de gestão e planejamento, onde a empresa calcula a quantidade de material necessário para a produção de bens. Desse modo, a empresa pode economizar dinheiro, enxugar gastos e diminuir os prejuízos.

Seria catastrófico para uma empresa se um insumo faltasse no meio da produção. Da mesma forma, seria péssimo se um material sobrasse em grande quantidade. Isso indicaria que há falta de planejamento. Por isso, o MRP é implantado nas empresas.

Em resumo, o objetivo do MRP é informar ao gestor a quantidade de material necessária e disponível para a produção.

Hoje você aprenderá as vantagens do MRP, alguns parâmetros para implantar na sua empresa e formas de otimizar o serviço. Boa leitura!

Como o MRP pode ser utilizado em uma empresa?

É importante você notar que o MRP trata-se de um sistema matemático. Portanto, ele deve ser preciso. O MRP não trabalha com achismos, e sim com precisão. Portanto, a ideia de integrar um ERP é interessante, já que facilitará o trabalho.

Outra forma prática de otimizar o cálculo é integrar à empresa um software de automação empresarial. Com o software em mãos, ficará muito mais fácil fazer a contabilidade dos produtos. O programa ajudará a organizar as informações de forma clara, coesa e precisa. É muito menos provável o gestor errar no cálculo utilizando um software, por exemplo. Além disso, as informações podem ser coletadas rapidamente.

Isso faz com que a qualidade da empresa aumente, bem como a otimização do tempo. Consequentemente, o atendimento ao cliente e a eficiência de produção também aumentam.

Portanto, o software por si só não fará muita coisa. Os dados precisam ser inseridos com cautela no programa. Ou seja, a empresa precisa ter certeza absoluta dos dados que está inserindo. Se não houver organização, o software não resolverá praticamente nada.

Como um MRP deve ser definido?

Essa resposta não pode ser dada de forma precisa. Isso porque cada empresa tem suas próprias metas e objetivos. Porém, existem modelos de MRPs que podem ser um pouco mais genéricos. Ou seja, são itens comuns a quase todas as empresas.

Listaremos abaixo alguns dos principais:

  • Estoque: o estoque é um item muito importante a ser definido. Ele pode ser pautado de acordo com as quantidades máximas e mínimas necessárias. Isso é, um dos parâmetros mais importantes é a definição da quantidade máxima em um estoque de matéria-prima e também do produto já pronto. O mesmo vale para uma quantidade mínima no estoque;
  • Também é importante definir qual a quantidade de cada item que forma um produto que deve ser armazenada em estoque em uma empresa;
  • Deve ser gerido também a quantidade de produtos que serão produzidos por lote;
  • Outra informação muito importante é o tempo. Devem ser considerados tanto o intervalo de tempo relativo à produção quanto o intervalo de tempo relativo à entrega de um produto.

Como dito, um MRP não se baseia somente nisso. Os parâmetros vão variar de empresa para empresa. Alguns itens que podem determinar quais serão os parâmetros utilizados são:

  • Se a empresa é B2B ou B2C;
  • O porte da empresa;
  • Sua localização;
  • Se é voltada para o segmento do e-commerce;
  • Os recursos disponíveis;

De qualquer forma, é muito importante que a empresa crie e gerencie um MRP a fim de otimizar seus processos internos.

Como determinar a necessidade dos materiais utilizados?

Para que uma empresa possa determinar com maior precisão o MRP, ela precisa se basear em dois itens. O leadtime e a lista de materiais utilizada.

A lista de materiais, porque a empresa precisa saber exatamente de quais materiais precisa para a produção. E o leadtime, que pode ser definido como o tempo de demora entre o pedido de um cliente até o recebimento do produto.

Por isso, é muito importante que o segmento responsável pela produção saiba muito bem todos os detalhes acerca do produto. É com essa informação que poderá ser traçado um planejamento sólido de compra.

Existem várias formas de criar uma tabela para facilitar a informação de dados. O ideal é que ela contenha, no mínimo, o nome/código do item, a unidade, a quantidade, se o item é comprado ou fabricado e o leadtime.

Claro, são apenas poucas informações de um MRP, mas é o mínimo necessário. Isso também vai variar de acordo com as necessidades, objetivos e metas traçadas de cada empresa.

Itens importantes em uma tabela

Nos itens da tabela, podem ser inclusos materiais de qualquer natureza, como a matéria-prima, o produto já fabricado, etc. É interessante também adicionar ao item o nível de produção em que ele se encontra. Isso facilitará, posteriormente, a organização de dados para a compra dos insumos.

Também é importante adicionar a informação referente à produção ou à compra. É importante saber se um produto precisa ser fabricado ou comprado a fim de aumentar sua quantidade em estoque.

Já o leadtime pode se referir tanto aos produtos comprados quanto aos fabricados. No primeiro caso, se refere ao intervalo de tempo em que a matéria-prima é comprada até a produção. No segundo caso, se refere aos produtos comprados e o tempo que demora para chegarem aos clientes.

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Fontes:

http://revista.feb.unesp.br/index.php/gepros/article/view/1075/588

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